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domingo, 10 de outubro de 2010

Conteúdo para o EJA 2º ano C geografia 4º bimestre

A população brasileira: dinâmica e estrutura
Somos 190.732.694 pessoas em todo o Brasil. Esse é o resultado do Censo 2010 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dez anos, o aumento da população foi de 12,3%, em números absolutos isso significa 20.933.524 pessoas. O crescimento foi inferior ao observado na década anterior. Entre 1991 e 2000, a população brasileira aumentou 15,6%.
A Região Sudeste ainda é a mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. São Paulo é o estado mais populoso, com 41.252.160 pessoas. Já Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas.
Houve mudanças no ranking dos dez municípios mais populosos do país, com Brasília, que pulou do 6º para 4º lugar e Manaus, que saiu do 9º para 7º, ganhando posições. De acordo com o IBGE, Brasília tem hoje 2.562.963 habitantes e Manaus, 1.802.525.

Belo Horizonte, Curitiba e Recife perderam posições na comparação com o censo realizado em 2000. No levantamento antigo, essas capitais ocupavam as posições de número 4, 7 e 8, respectivamente. Em 2010, passaram para as posições 6, 8 e 9.

Dezenove municípios mais que dobraram a população, desde 2000. O município que apresentou maior crescimento foi Balbinos (199,47%), em São Paulo . Há dez anos, eram 1.313 habitantes. Em 2010, o número passou para 3.932.

Na relação dos municípios que tiveram maior crescimento no número de habitantes, aparecem ainda Rio das Ostras (190,39%) , no Rio de Janeiro; e Pedra Branca do Amapari (168,72%), no Amapá .

Outros 1.520 municípios apresentaram queda no número de habitantes. Os cinco que tiveram maior redução foram: Maetinga (BA), Itaúba (MT), Severiano Melo (RN), Ribeirão do Largo (BA) e Esmeralda (RS).
Urbana e rural

A população está mais urbanizada que há 10 anos. Em 2000, 81% dos brasileiros, ou 137.953.959, viviam em áreas urbanas, agora são 84%, que representam 160.879.708.

Em 2010, entre os municípios, 67 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 775 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, apenas nove tinham mais de 90% de sua população vivendo em situação rural. Em 2000, entre os municípios, 56 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 523 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, 38 tinham mais de 90% vivendo em situação rural e o único município do país a ter 100% de sua população em situação rural era Nova Ramada (RS).
Urbanização e queda das taxas de crescimento O intenso processo de urbanização, verificado no Brasil principalmente a partir da década de 1960, foi o principal responsável pela redução das taxas de fecundidade e a conseqüente queda das taxas de crescimento demográfico.
Fatores inibidores A urbanização era o resultado de mudanças estruturais na economia e na sociedade. O Brasil transformava-se num país urbano-industrial e as grandes cidades atraíam um contingente, cada vez maior, de população que antes vivia no meio rural. As mulheres engrossaram o mercado de trabalho urbano e as famílias passaram a dispor de menos tempo para se dedicar aos filhos. Além disso, na cidade as despesas com a criação e formação da criança são maiores que no meio rural, constituindo um fator inibidor para a formação de famílias numerosas.
Métodos anti-concepcionais No caso das mulheres mais pobres, a esterilização foi a principal opção adotada. As alternativas de contra-concepção mais utilizadas pelas mulheres brasileiras são, respectivamente: a ligadura de trompas (esterilização), a pílula e a camisinha. Nos países desenvolvidos a ligadura de trompas é o método menos utilizado, sendo mais comum a vasectomia, que é o processo de esterilização masculina, que pode ser reversível.
"Concretamente, a taxa de fecundidade da mulher brasileira está diminuindo. No censo de 2000, o indicador mostrava que em média a mulher brasileira tinha 2,3 filhos durante seu período fértil, e hoje esse indicador é de dois filhos por mulher"
De acordo com o IBGE, o Censo 2010 apurou que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. A data de referência da pesquisa é 1º de agosto. Bahia é o estado com mais centenários (3.525), seguido por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597).
Taxa de Natalidade e de Mortalidade
Se observarmos os dados populacionais brasileiros, poderemos verificar que a taxa de natalidade tem diminuído nas últimas décadas. Isto ocorre, em função de alguns fatores. A adoção de métodos anticoncepcionais mais eficientes tem reduzido o número de gravidez. A entrada da mulher no mercado de trabalho, também contribuiu para a diminuição no número de filhos por casal. Enquanto nas décadas de 1950-60 uma mulher, em média, possuía de 4 a 6 filhos, hoje em dia um casal possui um ou dois filhos, em média.
A taxa de mortalidade também está caindo em nosso país. Com as melhorias na área de medicina, mais informações e melhores condições de vida, as pessoas vivem mais. Enquanto no começo da década de 1990 a expectativa de vida era de 66 anos, em 2005 foi para 71,88% (dados do IBGE).

Brasil, a pirâmide etária tem se modificado a cada década. Sua forma revela uma situação intermediária entre as duas primeiras pirâmides apresentadas, de acordo com as alterações recentes ocorridas do padrão demográfico brasileiro. Observe estas mudanças através da sobreposição das pirâmides de 1980 a 2000. Atualmente ela apresenta características de equilíbrio.
Estrutura etária em países desenvolvidos Nos países desenvolvidos, a estrutura etária é caracterizada pela presença marcante da população adulta e de uma porcentagem expressiva de idosos, conseqüência do baixo crescimento vegetativo e da elevada expectativa de vida. Essa situação tem levado a reformas sociais, particularmente, no sistema previdenciário em diversos países do mundo, já que o envelhecimento da população obriga o Estado a destinar boa parte de seus recursos econômicos para a aposentadoria.
Estrutura etária em paises subdesenvolvidos Nos países subdesenvolvidos os jovens superam os adultos e os idosos, conseqüência do alto crescimento vegetativo e da baixa expectativa de vida. Essa situação coloca os países subdesenvolvidos numa situação de desvantagem, particularmente os pobres que possuem famílias mais numerosas: sustentar um número maior de filhos limita as possibilidades do Estado e da família em oferecer uma formação de boa qualidade, coloca a criança no mercado de trabalho e reproduz o círculo vicioso da pobreza e da miséria ao dificultar a possibilidade de ascensão social futura.
A diminuição na taxa de fecundidade e aumento da expectativa de vida tem provocado mudanças na pirâmide etária brasileira. Há algumas décadas atrás, ela possuía uma base larga e o topo estreito, indicando uma superioridade de crianças e jovens. Atualmente ela apresenta características de equilíbrio. Alguns estudiosos afirmam que, mantendo-se estas características, nas próximas décadas, o Brasil possuirá mais adultos e idosos do que crianças e jovens. Um problema que já é enfrentado por países desenvolvidos, principalmente na Europa.
Países emergentes – Brasil No caso do Brasil, e de outros países classificados como "emergentes", a proporção de jovens tem diminuído a cada ano, ao passo que o índice da população idosa vem aumentando. Essa é uma das razões das mudanças recentes no sistema de previdência social, com estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria e teto máximo para pagamento ao aposentado.
Mortalidade Infantil
Embora ainda seja alto, o índice de mortalidade infantil diminui a cada ano no Brasil. Em 1995, a taxa de mortalidade infantil era de 66 por mil. Em 2005, este índice caiu para 25,8 por mil. Para termos uma base de comparação, em países desenvolvidos a taxa de mortalidade infantil é de, aproximadamente, 5 por mil.
Este índice tem caído no Brasil em função, principalmente, de alguns fatores: melhorias no atendimento à gestante, exames prévios, melhorias nas condições de higiene (saneamento básico), uso de água tratada, utilização de recursos médicos mais avançados, etc.
Outros dados da População brasileira
- Taxa de natalidade (por mil habitantes): 20,40*
- Taxa de mortalidade (por mil habitantes): 6,31 *
- Taxa de fecundidade total: 2,29 *
- Estados mais populosos: São Paulo (39,8 milhões), Minas Gerais (19,2 milhões), Rio de Janeiro (15,4 milhões), Bahia (14 milhões) e Rio Grande do Sul (10,5 milhões). **
- Estados menos populosos: Roraima (396, 7 mil), Amapá (587,3 mil) e Acre (655,3 mil). **
- Capital menos populosa do Brasil: Palmas-TO (178,3 mil).**
- Cidade mais populosa: São Paulo-SP (10,9 milhões). **
- Proporção dos sexos: 99,6 homens em cada 100 mulheres. **
Etnias no Brasil
Pardos: 42,6%; Brancos: 49,7%; Negros: 6,9%; Indígenas: 0,3%; Amarelos: 0,5% Fonte: PNAD 2007
Menores Municípios do Brasil (População)
Município
Pop
Est.
1
Borá
804
SP
2
Serra da Saudade
863
MG
3
Anhanguera
966
GO
4
Nova Castilho
1.057
SP
5
Oliveira de Fátima
1.081
TO
6
Araguainha
1.117
MT
7
Miguel Leão
1.194
PI
8
Cedro do Abaeté
1.203
MG
9
André da Rocha
1.206
RS
10
Lagoa Santa
1.225
GO
Crescimento populacional da última década é de 9,38%, que corresponde a 322,5 mil paraibanos a mais, segundo dados divulgados pelo IBGE
A população da Paraíba, atualmente, é de 3.766.384 habitantes. Em comparação com a do ano de 2000 - que era de 3.443.825 pessoas - houve um crescimento, na última década, de 9,38%, correspondendo a 322,5 mil paraibanos a mais. Além disso, pela primeira vez, em 2010, a Grande João Pessoa já ultrapassou a casa de um milhão de habitantes. Já a densidade demográfica populacional, hoje, é de 67,73 hab./km2, sendo as maiores concentrações na região do Litoral. A Capital, inclusive - agora com 723 mil habitantes - foi, entre os 10 maiores municípios, o que mais cresceu, pois recebeu, naquele período, cerca de 126 mil habitantes, numa média de 12,6 mil moradores por ano. Outra constatação é a de que quase 70% dos 223 municípios têm sua população urbana maior do que a rural, confirmando, assim, a tendência de crescimento do processo de urbanização no Estado, pois, de cada 100 paraibanos, 75,3 residem nas cidades. No Estado, a média de moradores por domicílios (3,4 indivíduos) é a menor da história dos censos, inferior ao verificado há uma década, quando era de 4,1 moradores. A Paraíba ainda possui 117.844 mulheres a mais do que homens, ou seja, a cada grupo de 100 mulheres são 93,9 homens.
Na Paraíba o menor é Pararí 1.245 habitantes. Nova Floresta 10.032 habitantes é o 140º na PB e 2.604 no Brasil entre os menores.
Fonte IBGE

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