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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Por que a CAGEPA NÃO COLOCA INSALUBRIDADE A QUEM USA CLORO DE 68 kg?

Por que a CAGEPA NÃO COLOCA INSALUBRIDADE A QUEM USA CLORO DE 68 kg?
Fico indignado por que a CAGEPA como também outras companhias de água não coloca insalubridade para quem manueia o cloro em garrafões de 68 Kg. Já tive dois acidentes com o manuseio do cloro em garrafões de 68 Kg. O cloro é altamente perigoso. Se você é operador dê sua opinião se é a favor ou contra a introdução da insalubridade. Veja os riscos e normas quanto ao cloro:
COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES
Formula : Cl2
Nome Químico Comum : CLORO
Sinônimos : CLORO LÍQUIDO / CLORO GÁS
Nº do CAS : 7782-50-5 / Nome: Chlorine
LIMITES DE TOLERÂNCIA : 0,8 ppm (2,3 mg/m3) 8 horas


PERIGOS MAIS IMPORTANTES

· O cloro gás é um irritante primário das vias respiratórias.
EFEITOS DO PRODUTO
· Rota de Entrada no Organismo : Inalação, pele e olhos
· Sistemas e Órgãos Afetados : Vias respiratórias, pele e olhos
· Irritações : Forte Irritação das vias respiratórias, pele e olhos
Efeitos de Exposição por um curto período de tempo (agudos)
· Inalação : Tosse, irritação das mucosas, dor de cabeça, inquietação e sensação de sufocamento. Exposição a altas concentrações podem causar pneumonia e edema pulmonar
· Olhos : Altas concentrações no ar ou contato direto, podem causar queimaduras
· Pele : Contato pode causar queimaduras e destruição de tecidos. O contato com o cloro líquido pode causar queimaduras por congelamento, em decorrência da baixa temperatura
· Ingestão : É muito pouco provável que haja ingestão de cloro. Acima dos limites de exposição estabelecidos, pode causar hipersecreção de mucosas e, tardiamente, redução da capacidade respiratória.
EFEITOS AMBIENTAIS
· Polui os rios, a flora e o ar, e prejudica a fauna. TÓXICO VENENOSO

PERIGOS ESPECÍFICOS:

· Líquido e gás perigosos sob pressão.
· Pode causar pneumonia química e mesmo morte em altas concentrações.
· Causa severa irritação das vias respiratórias.
· O líquido pode queimar a pele e os olhos.
· Pode reagir explosivamente com produtos orgânicos.
PRINCIPAIS SINTOMAS:
Efeitos da concentração de cloro gasoso nas pessoas.
Volume / PPM
(ml / m3 Ar)
EFEITOS
0,01 a 3,5
Limites de sensibilidade odorífera.
1
Irritação e ressecamento da garganta e início de dificuldade respiratória. Alguns indivíduos podem desenvolver fortes dores de cabeça após 30 minutos de exposição.
5 a 8
Irritação das mucosas e do trato respiratório superior.
25
Limite estabelecido como imediatamente perigoso à vida.
34 a 51
Pode ser mortal entre 60 e 90 minutos de exposição.
40 a 60
Pode causar efeitos retardados de bronquite, edema pulmonar e broncopneumonia.
900
Fatal após breve exposição.

VISÃO GERAL DE EMERGÊNCIAS

Se houver qualquer indicação da presença de cloro na atmosfera devem ser tomadas medidas imediatas para eliminar o problema na origem. Um vazamento de cloro jamais tende a diminuir e sempre se agrava se não for contido imediatamente.

MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS
MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS:
· Sempre priorizar o atendimento aos efeitos causados pela inalação do produto.
INALAÇÃO:
· Remover a vítima para ambiente com ar fresco, e mantê-la aquecida.
· Caso haja dificuldade de respiração, administrar oxigênio úmido a 6 litros por minuto. A vitima deve ser colocada sentada, com ângulo de 45 – 60 graus entre o tórax e os membros inferiores.
· Providenciar socorro médico imediatamente.
· Observação Importante: Manter sempre pessoas treinadas para administração de oxigênio e respiração artificial.
CONTATO COM A PELE:
· Remover as roupas contaminadas debaixo do chuveiro de emergência, já ligado.
· Lavar continuamente a parte afetada com água fria, pelo menos por 20 minutos. A lavagem pode ser feita com água e sabão.
· Se houver irritação na pele após a lavagem, providenciar socorro médico.
CONTATO COM OS OLHOS:
· Lavar imediatamente os olhos, continuamente, com um fluxo direto de água, pelo menos por 20 minutos.
· Durante a lavagem manter as pálpebras abertas para assegurar completa irrigação dos olhos e tecidos oculares.
· Lavar os olhos poucos segundos após a exposição, é essencial para atingir máxima eficiência.
· Providenciar socorro médico imediatamente
NOTAS PARA O MÉDICO:
· Inalação de Vapor: Aplicar inalação com oxigênio úmido a 6 l/min, por uma hora pelo menos, e aplicar uma grama de corticóide E.V., se persistir a dispnéia. Na falta de oxigênio úmido, aplicar a inalação com oxigênio puro ou ar respirável a baixa pressão.
· Em Contato com a Pele: Fazer a desinfecção do local. Onde não houver cirurgião plástico, fazer curativo co Bepantol e cobertura V. O . com antibióticos e analgésicos.
· Em Contato com os olhos: Cobrir com pomada que contenha corticóide e antibióticos e encaminhar o acidentado a um especialista.
OBS: Não provocar vômito e nem fazer lavagem gástrica. A inalação do gás pode provocar bronquite química.
O tratamento é sintomático. Como não há nenhum antídoto conhecido para a inalação de cloro gás; o alivio imediato e efetivo dos sintomas é o objetivo principal. Terapia por esteroides, se ministrada no inicio do problema, tem se mostrado efetivo na prevenção de edema pulmonar.
· Edema agudo de pulmão: Administrar 60 a 100 % de oxigênio úmido a 6 litros por minuto. Nos casos graves, pode-se administrar sobre pressão positiva.
Dosimetria dos gases no sangue arterial.
Monitorização cardíaca pode ser empregada.
Diurético pode ser empregado (Furesemida).
Antibioticaterapia pode ser empregada para evitar-se infecção pulmonar secundária.
R-X de tórax deve ser realizado para diferenciação de pneumonia química.
Os sintomas de intoxicação aguda pelo cloro podem se agravar até 36 horas após o acidente.
Prevenção da Exposição do Trabalhador:
· O ambiente de manuseio de cloro deve ser ventilado, com sistema de exaustão local nos pontos onde pode haver concentração de produto, em caso de vazamentos.
· Odor de cloro pode significar concentração acima dos limites de exposição.
· Providenciar ventilação para áreas baixas (cloro é mais pesado do que o ar). Usar ambientes enclausurados com exaustão e sistema de abatimento, quando for possível.
· Manter as concentrações de cloro no ar, abaixo dos limites de exposição.
Limite de tolerância de acordo com a norma 15
LT – MP (Limite de tolerância – até 48 horas por semana) = 0,8 ppm ou 2,3 mg/m3
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL APROPRIADO:
· Como regra geral as pessoas que se encontram em contato com o cloro devem portar Equipamento de Proteção Individual (EPI) – máscara panorâmica com filtro químico e máscara da fuga. A primeira e necessária nas emergências em aparelhos e tubulações com pequenos vazamentos e a segunda para emissões inesperadas. Estas máscaras devem ser levadas pelos empregados de forma permanente, mas não podem atrapalha-los. Para grandes vazamentos é recomendável o uso de máscara autônoma ou de ar mandado com trajes respectivo.
· Sempre que o cloro for usado ou manuseado, há risco de exposição e, portanto, podem ocorrer graves danos à saúde.
· Assim a pessoa que for efetuar uma conexão ou desconexão de linha de cloro deve portar respirador para proteger-se de vazamentos. Em adição, deve estar disponível, no lado externo, em área fechada e coberta, próximo à entrada e afastado da área sujeita à contaminação com cloro, equipamento adequado para uso em caso de emergência. Se o cloro for manuseado em áreas separadas, o equipamento deve estar disponível em cada uma das áreas.
· Como regra geral, todos os funcionários, visitantes e/ou empreiteiros que se encontram em contato direto ou indireto com o cloro, devem estar portando, utilizando ou saber onde se encontram os equipamentos de proteção individual (EPI’s), nas áreas ou instalações operacionais, para que possam ser retirados em casos de emergência, como: vazamentos
de gás cloro em aparelhos e tubulações.
· Sempre que o cloro for usado ou manuseado, há risco de exposição e, portanto, podem ocorrer danos à saúde se a pessoa envolvida não estiver devidamente orientada e protegida.
Definição de EPI, conforme determina a Portaria 3214 / NR-6: Equipamento de Proteção Individual - EPI, é todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.
Proteção Respiratória:
Máscara de Fuga: deve ser utilizada em situações de emergência para o abandono de áreas onde ocorra vazamento de contaminantes tóxicos em forma de gases.
Máscara Facial com Filtro Químico Contra Gases Ácidos: deve ser utilizada nos trabalhos onde o teor de oxigênio esteja entre 19 e 21% em volume e que haja exposição a agentes tóxicos em forma de gases que possam causar irritação nos olhos, e quando absorvíveis pelas vias respiratórias, podem ser prejudiciais à saúde.
Conjunto Autônomo de Ar Respirável: deve ser utilizado nos locais de trabalho onde o teor de oxigênio seja inferior a 18% em volume.
Proteção das Mãos:
Luvas de PVC punho 36 cm: proteção das mãos nos trabalhos que haja perigo de lesão provocada por produtos químicos corrosivos, tóxicos, solventes orgânicos e derivados de petróleo.
Proteção dos Olhos:
Óculos de Segurança Contra Impacto: proteção dos olhos nos trabalhos que possam causar ferimentos provenientes de impactos de partículas ou irritação proveniente de poeiras.
Óculos de Segurança Ampla Visão: proteção dos olhos nos trabalhos que possam causar irritações decorrentes de respingos de líquidos agressivos e metais em fusão.
Proteção da Pele e do corpo
Capacete de Segurança: deve ser utilizado para proteger o crânio contra impactos provenientes de quedas e projeções de objetos, agentes meteorológicos (trabalho a céu aberto).
Protetor Auditivo: deve ser utilizado nos trabalhos realizados em locais em que o nível de ruído seja superior a 85 decibéis.
Avental de PVC: deve ser utilizado em trabalhos onde haja possibilidade de ocorrer respingos de produtos corrosivos .
Conjunto de PVC (calça, blusão e capuz): deve ser utilizado em atividades onde haja concentrações excessivas de produtos tóxicos e/ou corrosivos, que possam vir a causar danos à integridade física do trabalhador.
Botas de PVC cano médio: proteção dos pés nos trabalhos realizados em locais com agentes químicos corrosivos.
Equipamento de proteção coletiva (EPC).
As áreas de cloro deverão estar dotadas de chuveiros e lava-olhos de emergência.
Para trabalhar em áreas onde houver possibilidade de ocorrência da concentrações acima do Limite de Tolerância, recomenda-se a utilização de exaustores conectados a sistema de abatimento de cloro.
Sistemas móveis de abatimento de cloro, para serem utilizados nos pontos de vazamentos, constituem outro recurso que, dependendo das condições, poderá dar resultado eficaz.
As salas de controle deverão estar dotadas de sistema autônomo de ar respirável, pressurizadas em relação ao meio externo, de modo a garantir condições para controle ou parada das operações em situações de emergência.
instalar um dispositivo para avaliar a direção do vento em caso de vazamento de Cloro gás. Ex: “Biruta”

Por tudo isso que acredito que o cloro seria mais perigoso que a cola usada pelos agentes de manutenção e que mesmo assim recebem insalubridade. Será que o risco de um acidadente não deve ser considerado como o risco a nossa saúde visto que o cloro Pode causar pneumonia química e mesmo morte em altas concentrações.

Wállace J. Dantas
Agente Operacional da CAGEPA
Nova Floresta

3 comentários:

  1. Se alguém recebe insalubridade pelo manuseio de cloro 68 Kg. Por favor mande um comentário para mim que fico bastante agradecido.

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  2. Wallace dar uma olhadinha nesse video ensinando a assistir tv digital no pc sem pagar nada tu vai adorar! entra no meu blog e o terceiro video.http://judivancosta.zip.net/

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  3. por que não entra uma ação coletiva todos os operadores na mesma situação 68 Gg, visto que, risco existe e se há em outro Estado alguem beneficiado-jurisprudencia

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