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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lula pode ser PRESIDENTE DA ONU ou Banco Mundial

Lula da Silva, que deixa o cargo mas pode buscar o posto mais alto da diplomacia mundial quando o primeiro mandato de Ban Ki-moon expirar, no fim de 2011".

"A ideia teria sido aventada pela primeira vez pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, durante a reunião de cúpula do G20, em Pittsburgh, em setembro de 2010", comenta o diário. A reportagem observa que a possibilidade já vem sendo discutido pela imprensa brasileira, com sugestões de que Lula teria sido consultado por mais de uma pessoa sobre a questão.
A proximidade das eleições levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela primeira vez em oito anos de mandato, a desistir de participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Quem abriu a 65ª sessão em seu lugar - seguindo a tradição de o Brasil fazer o discurso inicial - será o chanceler Celso Amorim. A decisão, segundo o Planalto, ainda pode ser revertida, mas é pouco provável que Lula deixe o país faltando pouco mais de uma semana para o pleito.
O mandatário perderá a última grande "vitrine" internacional, mas também se esquivará de um possível encontro com o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que não seria politicamente interessante às vésperas da votação no Brasil.
Amorim deverá enfocar novamente a urgência na reforma dos fóruns internacionais multilaterais, como a própria ONU, mas também deve fazer um balanço positivo da gestão Lula - o que pode funcionar bem para a candidata do PT, Dilma Rousseff, na reta final da campanha.

Aproveitando o gancho dos 10 anos dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), Amorim mostrará o avanço do país no cumprimento das metas de erradicação da pobreza e da fome, com modelos como o Bolsa Família, que poderiam servir para outros países.

A seu favor, terá os números compilados em março último, segundo os quais o Brasil alcançou já em 2007 a redução de 25% no nível de pobreza extrema, prevista pela primeira das oito metas. Segundo esse levantamento, em 1990 havia 36 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia no Brasil - número que caiu para 9 milhões em 2008.

Apesar da incontestável capacidade do chanceler de levar a mensagem de Lula à assembleia, a ausência do presidente deverá ser sentida ao menos pelos mais de 20 líderes que solicitaram encontros bilaterais com o presidente durante o período.

Foi a primeira vez que Lula deixou o discurso na ONU a cargo do chanceler. Seu antecessor imediato, Fernando Henrique Cardoso, só discursou para a assembleia uma vez em seus oito anos de governo. Isso demonstra ainda mais a importância da opção de Lula - que sempre fez questão de representar o Brasil nesse tipo de fórum - pelo palanque dos aliados. Até mesmo nas eleições de 2006, quando a sessão anual da assembleia ocorreu 10 dias antes da votação, Lula não deixou de ir a Nova York.

"O que é mais importante para ele veio em primeiro lugar. E ele simplesmente definiu como opção mais importante a eleição", explica o embaixador Rubens Barbosa, que representou o Brasil em Washington até o início do governo Lula. Para o professor Amado Luiz Cervo, da Universidade de Brasília (UnB), no entanto, a opção foi "calculada" levando em consideração não só a condição interna, mas também o público externo. "Uma outra boa razão é que a imagem de Lula foi um pouco atingida neste ano por certas opções internacionais, como o caso de Honduras e a iniciativa em relação ao Irã, assunto no qual foi excluído de maneira acintosa pelo governo dos EUA", destaca Cervo.
Todos os que acompanham a política sabem o tamanho do ego do Presidente Lula e sabem, também, o quanto ele gostaria de ter um cargo que se assemelhasse ao de “líder mundial”.
Como não pode ser Presidente dos EUA, ainda, Lula visa os órgãos internacionais. Há algo além da presidência do Brasil para galgar, é o que pensa o Presidente.
Talvez por conhecerem esse entendimento, alguns dizem com firmeza que Lula pode até aceitar o Banco Mundial mas que queria ser, mesmo, Secretário-Geral da ONU.
Pois bem. Trata-se de mais uma informação divulgada com acerto pelo Perspectiva. Confiram o que informa a Folha:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou articulações com outros líderes mundiais para definir seu futuro após deixar o cargo. Gostaria de virar secretário-geral de uma renovada Organização das Nações Unidas ou de presidir o Banco Mundial.
A Folha apurou que Lula já tratou dos dois temas com outros presidentes e primeiros-ministros. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também fala com diplomatas estrangeiros.
A avaliação de Lula, Amorim e alguns líderes mundiais é que o brasileiro conquistou cacife político que o credencia a assumir um posto internacional de relevo.”
Além do fato de que o Perspectiva adiantou este boato com um ano de antecedência, vale ressaltar que o destino político do Presidente parece estar traçado:
Se Lula não conseguir nenhum dos cargos internacionais que pretende, o Presidente deve tentar retornar ao poder em 2014.
Se Dilma Rousseff vencer e Lula não conseguir nenhum dos cargos, o Presidente talvez cogite retornar, barrando a reeleição de Dilma, em um cenário menos provável que o anterior, mas possível.
Se Dilma Rousseff perder e Lula conseguir os cargos, o Presidente pode atazanar o governo fazendo oposição do alto de seu novo posto e talvez tentar retornar.
Mas o cenário mais definidor é o seguinte: Dilma vencer e Lula conseguir os cargos. Nesse caso, a petista parte para a reeleição.
É claro que em política não se trabalha muito com essas hipóteses distantes, afinal, tudo pode mudar.
Contudo, verdade seja dita, o quarto cenário, onde Lula não concorre em 2014, está nos sonhos de Aécio Neves.

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