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terça-feira, 15 de março de 2011

Cagepa faz previsão de alta de 16,9% na tarifa de água

Cagepa prevê alta de 16,9% na tarifa de água

Há quase três anos congelada, estudo preliminar da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) apontou um reajuste de 16,9% na tarifa da água para os consumidores paraibanos. O presidente da Companhia, Deusdete Queiroga, revelou, ontem, que o percentual somente será fechado na próxima semana, mas ficará abaixo dos principais índices que medem a inflação.

Já os consumidores da tarifa social (baixa renda) não terão aumento em sua conta de água. Eles vão contar ainda com a redução da taxa do esgoto, que atualmente é de 25% do valor da conta da água e passará apenas 10%. Para essa faixa de consumo (até 10 metros cúbicos), o valor que atualmente é de R$ 13,20 (água e esgoto) será reduzido para R$ 11,61, uma queda de 12%.
“Comunicamos dia 13 de março o aviso da audiência pública para informar a data do reajuste em obediência à legislação, mas o índice de 16,9% é ainda preliminar. A Companhia deverá definir o percentual final somente na segunda ou terça-feira, mas não seguirá os índices de inflação como o INPC (18,04%) nem o IGP-M (20,14%), que serve de base inclusive para a energia elétrica e ficaram mais altos. O estudo se baseia nos custos operacionais da empresa como despesas de energia elétrica, que subiram 40,4% no período, despesas de pessoal e de insumo como os produtos químicos. Na verdade, a atualização monetária dos custos deveria ser anual como acontece em qualquer empresa de concessão pública que presta um serviço ao consumidor, mas ficou congelada desde maio de 2008”, declarou Deusdete Queiroga, acrescentando que a empresa possui, atualmente, 717 mil ligações, sendo cerca de 40 mil de tarifa social.
O jornal A União publicou o aviso da audiência pública da Cagepa, que será realizada no dia 18 de março, às 9h, no auditório do Sesi, no Centro de João Pessoa. Na audiência, a Cagepa vai comunicar oficialmente o índice de reajuste, que será ainda submetido à Agência de Regulação da Paraíba (ARPB) e, no prazo de 30 dias, após publicação no Diário Oficial entrar em vigor. “Provavelmente, o reajuste chegará aos consumidores somente em maio”, prevê Deusdete, argumentando que descartou reajuste de alguns índices de inflação para a tarifa da água.
“O objetivo da correção da tarifa abaixo da inflação foi resguardar os consumidores, pois não será apenas com aumento da tarifa que resolveremos os graves problemas financeiros da Cagepa. Terminamos 2010 com uma dívida acumulada de R$ 342,7 milhões e um montante de inadimplência de R$ 200 milhões de consumidores do setor privado (R$ 112 milhões) e público (R$ 88 milhões). Na verdade, precisamos é reestruturar a empresa e melhorar a sua gestão para que ela volte a prestar um serviço de qualidade aos usuários. O problema é para além de aumento de tarifa, pois é de gestão. É nesse sentido que estamos trabalhando.
Pretendemos reduzir os custos operacionais, as perdas físicas e nos elevatórios e aumentar a cobertura de hidrômetros, pois temos mais de 100 mil ligações sem ser medidas e pagando a tarifa mínima de R$ 17,90 e não tendo um consumo racional da água potável. Começamos também a enxugar o quadro de pessoal de terceirizado e iniciamos a negociação com os clientes inadimplentes. Queremos reduzir esse desequilíbrio da empresa entre a receita e despesa que somente em janeiro deste ano registrou um déficit de R$ 6 milhões. Tivemos uma receita de R$ 30 milhões, mas as despesas somaram R$ 36 milhões”, relatou Deusdete.
Sobre os consumidores da tarifa social, o presidente da Cagepa afirmou que “o não reajuste na conta da água e a redução da taxa de água fazem parte de uma das promessas da campanha do governador Ricardo Coutinho voltadas às famílias de baixa renda, que é desonerar os custos de serviços e produtos para essa renda familiar Queremos, inclusive, incentivar esses consumidores que estão fora da tarifa social para serem incluídos. Se eles consomem até 10 metros cúbicos e participam de algum programa social (Bolsa Família ou Programa do Leite) ou renda familiar até um salário mínimo poderão pagar apenas a tarifa social que este ano será reduzida”, frisou.

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